sexta-feira, 8 de março de 2013






Azul do céu


Vi no céu um azul tão lindo
Com as nuvens de algodão
É porque Deus que pôs a mão

--*--*--

Quando vem chegando a noite
As nuvens correm a esconder
E a escuridão vem vindo
Para as estrelas aparecer

--*--*--

Ao amanhecer do dia
O sol volta a brilhar
E de novo o céu azul
Com as nuvens a passar

--*--*--

Se o azul do céu escurecer
E as nuvens não mais passar
É sinal quem vem a chuva 
Para a terra toda molhar


                                                                                   Ranulfa Pontes Fonseca 
                                                              30-04-2000 







quinta-feira, 7 de março de 2013





Lembranças dos que foram


Mais de 60 eu cheguei

Mas guardo bem em minhas lembranças

As pessoas tão queridas

Do meu tempo de criança 


-*-*-


Eram Erculino Borges

Sr. Antonio Clareano

Tinha o Sr. Iderlindo

E também Otaviano


 -*-*-


Estes homens compunham músicas

Com muita felicidade

Fizeram até um hino

Para o time da cidade


 -*-*-


Nosso médico da cidade

Por nome de Dr. Faria

Tinha também Sr. José Viera

Dono de uma padaria


 -*-*-


E as mulheres também, não esqueço

De Dona Ambrósia e Ricardina

Tinha a Dona Filomena

E também dona Galvina


 -*-*-


Estas pessoas eram

Por todos respeitados

De família muito dignas

E muito bem conceituadas


 -*-*-


A saudade que tenho

Destes que já partiram

Eu as guardo em meu coração

Como se guarda um tesouro


 -*-*-


No jardim do meu coração

Eu plantei para cada um, uma flor

Que pelo resto da minha vida

Vou cultivar com muito amor



                                                                                                  Ranulfa Pontes Fonseca

                                                                            10-06-2000





PRECE DA 

"CASA DA CINZA"



Senhor,
Neste mundo há um ser pequenino: eu!
Há um coração pequeno: o meu!
Há uma alma humilde: a minha!
Senhor,
Fazei com que eu cresça dentro de mim,
Fazei com que meu coração se engrandeça nas suas obras,
Fazei de mim um servo vosso.
Senhor,
Agigantado dentro do meu próprio ser, eu vos verei,
Engrandecido meu coração, eu amarei toda a vossa criação,
Exaltado, irei até vós e vos prestarei contas do que
é vosso.
Senhor,
Abençoando a todos, vós me a abençoastes e eu vos
agradeço.

"AMIGO X"


(recebida pelo médium Hermilo
S. Nobrega, na "Casa do Cinza")




A mais linda das bandeiras

O Brasil tem sua bandeira
Com cores lindas de se ver
Nos eventos que acontecem
Ela tem que aparecer


O verde, a cor das matas
E o céu da cor do anil
O amarelo da cor do ouro
E o branco, a paz do Brasil


Os estados são estrelas
Que estão sempre a brilhar
Ajudando esta nação
A felicidade encontrar


Mas um dia então virá
O progresso com o tempo
Ergueremos a nossa bandeira
Desfraldada pelo vento


Para frente brasileiro
Não se desanime não
Deus está do nosso lado
Para o bem desta nação


                                                             Ranulfa Pontes Fonseca 
 01-05-2000









 



A Casa Espírita 
Aurélio Agostinho


Este templo abençoado
Que me traz tanta saudade
Foi ali que encontrei
O caminho da verdade.

-*-*-

Tem um grupo de pessoas
Que trabalham seu crescer
Ensinando a todos nós
A saber, o que é amor.

-*-*-

Ali dentro tem alguém
Que está sempre a brilhar
Foi quem iluminou meus passos
Para neste templo eu entrar.

-*-*-
           
Eu a quero com respeito
Bem lá dentro de minha alma
Todos sabem quem tu és
És a grande estrela Dalva

-*-*-

Peço a Deus todos os dias
Que dê mais luz no teu caminho
Obrigada minha irmã
Por tanto amor e tanto carinho.

-*-*-

Também peço a Deus pai
Para os outros companheiros e irmãos
Que me deram tanto apoio
Eu os amo de coração.

-*-*-
        
E o nosso médium Celso
De tamanha humildade
Está sempre consolando
Os que sofrem com a saudade

-*-*-
          
Nesta casa já passou
Homem de valor e de Fé
Sr. Diniz e Raul Gobe
E a Alcebiades Pelet

-*-*-

A semente que ali plantei
Jê deu frutos sim, senhor
São meus filhos que aprenderam
A dar a vida mais valor


                                                                        Ranulfa Pontes Fonseca. 
                                               18-04-2000



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


As Lavadeiras de Gravatá

Nova Ponte é a cidade
É o lugar onde eu nasci
Tenho muitas saudades
Dos anos que ali vivi

 -*-*-

A cidade era dividida
Por um rio bem grandão
Do lado de cá era São Miguel
E do lado de lá São Sebastião

   -*-*-

Tinham algumas vilas
E o centro do lado de cá
Morro de pedras resfriado
E também o gravatá

   -*-*-

Ao passar por uma ponte
Rumo ao gravatá
Eu ficava a admirar
As lavadeiras, toda roupa a lavar

     -*-*-

Ficavam todas enfileiradas
Esfregando as roupas a cantar
Batendo as roupas no batedor
E nas pedras a quarar 

      -*-*-

As roupas eram levadas
Nas cabeças em uma bacia
Estendidas em arame farpado
Para secar e colhidas no fim do dia

        -*-*-

Eu ficava ali sentada
Não via as horas passar 
Quando o sol ia se pondo
É que eu lembrava, para casa voltar

                                                                 Ranulfa Pontes Fonseca 
                                              18-06-2000





Velho Fogão de Lenha


Mas que saudade que eu tenho 
Do fogão de lenha de outrora  
A gente comia tudo 
Quentinho e feito na hora

 -*-*-

Era feito de tijolos 
Revestidos com cimento
As panelas eram de ferro
Para fazer o cozimento

  -*-*-

Tinha forno pra assar
Biscoitos e bolo de fubá
Pão de queijo e broa assada
Não poderia faltar

   -*-*-

As pessoas iam aos campos
 Procurando lenha seca
Enfrentando dificuldades
Até passar debaixo da cerca

   -*-*-

Quando a lenha era grossa
Com o machado teria que cortar
Em pedaços bem pequenos
Para o fogo então pegar

    -*-*-

Quando o fogo não pegava
Tinha mesmo é que soprar
E as veias do pescoço 
Ficavam quase a arrebentar

  -*-*-

E as brasas bem vermelhas
Para o ferro de passar
Eram roupas bem branquinhas
Que teria que engomar

  -*-*-

Mesmo assim tenho saudades
Era tudo diferente
Mas a gente tudo fazia
Bem feliz e bem contente!

                                                  Ranulfa Pontes Fonseca 
03-05-2000







Luz da Vida


Mãe nome doce
Tão bonito de pronunciar
Deus te deu o privilegio 
De ser rainha do lar

 ---*-*---

Mãe que tem dentro do peito
Um amor grande e profundo
É por isso que são veneradas
Todas as mães desse mundo

   ---*-*---

Mãe que tudo faz
Pra ver seu filho crescer
Vive sempre na renuncia
Pra não vê-lo sofrer

  ---*-*---

Mãe que chora por seu filho
Que um dia foi embora
Suas lagrimas são colhidas
Pelas mãos de Nossa Senhora

  ---*-*---

Pediremos a Deus do céu
Para as mães, muito mais luz
Para que possamos caminhar
Ao encontro de Jesus

                                                                Ranulfa Pontes Fonseca 
             14-05-2000








O Beija-Flor


Beija-flor ou colibri 
Estão sempre a voar
Nas florestas ou jardins
E as flores a beijar

   -*-*-

Pra sugar seu doce mel
Para se alimentar
De plumagens coloridas
Estão sempre a brilha

    -*-*-

É um pássaro tão lindo
E de cores diferentes
De tamanho tão pequeno
Que cabe na mão da gente

    -*-*-

Voa, voa beija-flor
Por este mundo sem fim
Pra trazer boas noticias
La de longe para mim

                                                                         Ranulfa Pontes Fonseca 
                 06-10-2000







sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013





MEUS CASTELOS DE CRIANÇA


Meus castelos de criança
Que foram todos ao chão
Só me resta a saudade 
Dentro do meu coração


Eu me lembro bem ainda 
A semana inteira a sonhar
Ir para chácara do tio Neném
Para com as primas brincar


Para chegar até lá 
Passava numa pinguela 
Como minha irmã ia à frente
Eu agarrava na saia dela


Ao chegar íamos correndo
Ver a grande serra a balançar
No seu vai e vem, desce e sobe
Para a madeira serrar


Tio Neném era um artista
Fazia moveis de madeira
Eram camas, guarda roupas
Bancos, mesas e cadeiras


Lá no fundo do quintal 
Um moinho a trabalhar
Triturando todo milho
Para fazer o fubá


Tinha uma grande roda d’água
Que fazia tudo funcionar 
Pois tinha água com fartura
Que corria na bica, sem cessar


Tia Rosa na cozinha
Com um taxo de pamonha
Que corriamos pra comer
Sem um pingo de vergonha


Estas lembranças me dão mais forças 
Para viver mais um pouquinho
Relembrando as pessoas queridas 
Por quem tive um grande carinho.


                                                                                     Ranulfa Pontes Fonseca
                                                              16-03-2000